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terça-feira, 21 de julho de 2026

Política: Convenções começam com indefinições sobre vices e Centrão segue indeciso

Pré-candidatos à Presidência e a cargos estaduais chegam às convenções partidárias com chapas incompletas e coligações a definir tanto na esfera nacional quanto em colégios eleitorais relevantes. 

O calendário das convenções, nas quais os partidos oficializam suas candidaturas ao Executivo e ao Legislativo, começa nesta segunda (20) e vai até o dia 5 de agosto, conforme estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As siglas têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas.

A maior parte das convenções de presidenciáveis será realizada em São Paulo, com exceção do Novo, que realizará seu evento em Brasília.

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, tanto a esquerda quanto a direita chegam aos eventos sem que as chapas estejam completamente fechadas, em meio a dúvidas sobre quem vai concorrer ao governo. No Rio, é o bolsonarismo quem enfrenta dificuldades de fechar os candidatos após uma operação da Polícia Federal (PF) prender Márcio Canella (União), ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) que estava consolidado para disputar o Senado com apoio da família Bolsonaro, e o vice também ainda é alvo de dúvidas.

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) ainda precisa bater o martelo sobre sua vice e sobre a segunda vaga ao Senado e, no Maranhão, é a chapa do petista Felipe Camarão (PT) que carece de definições.

Na esfera federal, o PL realiza no sábado (25) na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, o evento que vai formalizar Flávio Bolsonaro como candidato à presidência da República.

Mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chega às vésperas da convenção sem vice escolhido, em meio à dificuldade de fechar apoio de siglas do centrão, como a federação União Brasil - Progressistas. Flávio tem dito que quer uma vice mulher, e Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa Econômica Federal, e a deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) são alguns dos nomes de maior força neste momento.

Entretanto, a escolha da vice passa por acertos partidários e, hoje, o PL tem dificuldades de alianças com partidos do Centrão que em 2022 estiveram com Jair Bolsonaro. Tanto o Republicanos (que só realiza a convenção no dia 4 de agosto) quanto o União-PP (cujo evento será em agosto, ainda sem data) não fecharam se vão integrar a coligação de Flávio e avaliam ficar neutros na disputa nacional.

Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, afirmou que “ainda tem muita água para rolar” e adia uma definição. Já o Solidariedade tende a ficar neutro, e não apoiar nem Lula nem Flávio. Nas eleições estaduais, entretanto, essas siglas do centrão vão adotar postura distinta: em alguns estados vão estar junto a candidatos de esquerda e, em outros, vão compor coligações da direita.

Ronaldo Caiado

No domingo (26), o PSD lança Ronaldo Caiado ao Planalto. A sigla já chega ao evento com mais definições e com a chapa fechada: o presidente do partido, Gilberto Kassab, será o vice. Apesar de ter candidato próprio na esfera federal, nos estados o partido vai respeitar alianças locais já pré-estabelecidas, como é o caso de São Paulo, em que o PSD fará parte da coligação de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que por sua vez apoia Flávio, e não Caiado, para a presidência. O evento do PSD será realizado em São Paulo — no mesmo dia, será feita a convenção local, que fechará o apoio a Tarcísio.

Zema

Em 27 de julho, Romeu Zema será oficializado candidato ao Planalto pelo Partido Novo na convenção que será realizada em Brasília. O partido também precisa definir a vice. O ex-governador de Minas Gerais ainda tenta angariar apoio de outras siglas, como o Podemos. Entretanto, a definição sobre o nome do vice não deve sair no dia 27 e só deve ficar mais para o fim do prazo das convenções, em agosto.

MBL

Em 1º de agosto, o Missão, partido criado em 2025 pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e que vai participar de sua primeira eleição, lança Renan Santos em uma cerimônia em São Paulo. Ele terá uma chapa “puro sangue”, com Aroldo Medina (Missão) como vice. Entretanto, nesta segunda (20) o Missão já realizou a convenção, de maneira reservada, para formalizar a candidatura e o evento do dia 1º será um encontro nacional e aberto ao público.

Já o PT lançará Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição em 2 de agosto, também em São Paulo, com Geraldo Alckmin (PSB) como vice. O partido deve ter em sua coligação o PCdoB e o PV (que são federados ao PT), a federação Rede-PSOL e o PDT. Mas se na esfera nacional a situação está pacífica, em alguns estados a legenda do atual presidente enfrenta impasses.

Nos estados, chapas seguem indefinidas

Minas Gerais chega a fase de convenções com dificuldades no tabuleiro eleitoral da esquerda à direita. O PT, que realizará sua convenção estadual em 1º de agosto, se encaminha para lançar o deputado Patrus Ananias (PT-MG) para o governo, após nem o senador Rodrigo Pacheco (PSB) nem a ex-prefeita de Contagem Marília Campos terem aceitado disputar o cargo. A chapa completa não foi fechada até o momento. Uma das vagas ao Senado deve ficar com Marília, enquanto a segunda vaga e o posto de vice seguem em aberto.

Já a direita vive em compasso de espera pela escolha do senador Cleitinho (Republicanos-MG), que ainda não sabe se vai ou não concorrer a governador. Caso ele seja candidato, a tendência é que o PL esteja em sua chapa – a convenção do partido ocorre em 27 de julho. Hoje, o partido de Flávio Bolsonaro só tem uma definição: lançar Domingos Sávio (PL) ao Senado.

Sem Cleitinho como cabeça de chapa, o PL quer lançar candidato próprio, e alguns nomes possíveis são os empresários Vittorio Medioli e Flavio Roscoe. O atual governador Mateus Simões (PSD) será formalizado como candidato à reeleição em 2 de agosto, na convenção do PSD mineiro. A sigla, entretanto, ainda precisa fechar a chapa majoritária, já que o posto de vice ainda está indefinido — o nome deve ser indicado pelo Partido Novo.

No Rio, o PL vai oficializar Douglas Ruas como candidato ao governo na convenção marcada para 24 de julho, mas o vice ainda é uma incógnita. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) foi definido como um dos pré-candidatos ao Senado na chapa, enquanto a segunda vaga é vista como pivô de impasse.

Há meses, o ex-prefeito de Marcio Canella (União) estava escalado, mas após sua prisão por porte ilegal de arma há duas semanas, sua candidatura ficou ameaçada. Neste fim de semana, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) desistiu de ser vice de Ruas e o movimento indica uma provável neutralidade da federação PP-União no estado, isolando o PL e favorecendo o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) vai ser oficializada como candidata à reeleição em 2 de agosto na convenção partidária, mas ainda não bateu o martelo se Priscila Krause (PSD), atual vice-governadora, permanecerá no posto. Para o Senado, o nome de Túlio Gadelha (PSD) é o mais consolidado, enquanto a segunda vaga ainda passa por acertos partidários com o União e o PP.

No dia 1º, o PSB formaliza a candidatura de João Campos ao governo, numa chapa com Carlos Costa (Republicanos) como vice, e Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) ao Senado.

No Maranhão, o PT chega perto da convenção, marcada para 1º de agosto, com a missão de completar a chapa de Felipe Camarão (PT), que é pré-candidato ao governo. Ele ainda não tem vice e, para o Senado, por enquanto o único nome definido é da senadora Eliziane Gama (PT-MA), que tentará a reeleição. O PL não deve ter candidato próprio no estado.

Em São Paulo, o PT realiza sua convenção estadual no dia 25 de julho para oficializar a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. O evento será realizado em Campinas, como um aceno da sigla ao interior do estado. A chapa de Haddad já está definida: Márcio França (PSB) será seu vice e, ao Senado, as duas candidatas serão Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

Já o Republicanos oficializa a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição em 1º de agosto no Ginásio do Ibirapuera, na capital. Seu vice será Felício Ramuth (MDB), enquanto Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) concorrerão ao Senado na chapa do governador.

Na segunda (20), a federação União-PP realiza sua convenção em âmbito estadual em São Paulo para formalizar o apoio a Tarcísio, a candidatura de Derrite e o apoio a Flávio, ainda que a direção nacional das duas siglas ainda não tenha se posicionado sobre a disputa federal.

CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS

A convenção partidária é uma etapa fundamental do processo eleitoral. Nesse momento, os partidos políticos e as federações partidárias se reúnem para escolher quem vai disputar cada cargo e deliberar sobre a formação de coligações.

No caso das federações, a convenção ocorre de forma unificada, com a participação de todos os partidos que tenham órgão de direção partidária na circunscrição.

Os encontros devem ser realizados no período entre 20 de julho e 5 de agosto.

A legislação permite que as convenções sejam feitas de forma presencial, virtual ou híbrida.

Via https://tribunadonorte.com.br

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Atenção Santa Cruz e região Trairi! O time de Lula estará em Santa Cruz

Atenção, Santa Cruz e região Trairi! O time de Lula estará em Santa Cruz, vem todo mundo dizer sim a Cadu de Lula. Quarta-Feira (17), no Colégio do Padre, próximo a agência do Bradesco.

Eleições estão chegando e o povo na expectativa quem será os representantes do povo a partir do ano de 2027.

Santa Cruz e região do trairi que sempre tem mostrado uma grande apoio ao partido do presidente Lula, chegou mais  uma vez a oportunidade de mostrar a sua força.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Pesquisa Exatus divulgada para deputado estadual do RN; Confira os mais citados

A maioria dos eleitores do Rio Grande do Norte ainda não decidiu em quem votar para deputado estadual. Pesquisa Exatus contratada pelo Grupo Agora RN aponta que 58,59% dos entrevistados não sabem qual candidato escolher para a Assembleia Legislativa. Outros 6,41% disseram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum nome.

Na pesquisa espontânea, o deputado estadual Tomba Farias lidera com 2,16% das citações. Em seguida aparecem Galeno Torquato (1,64%), Francisco do PT (1,6%), Ezequiel Ferreira (1,58%), Adjuto Dias (1,57%) e Kleber Rodrigues (1,53%).

Também foram lembrados pelos eleitores Júlio César Câmara, Nelter Queiroz, Neilton Diógenes, Coronel Azevedo, Gustavo Soares e Flávio de Beroi, todos com percentuais próximos ou superiores a 1%.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre os dias 26 e 29 de maio em todas as regiões do Estado. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
Fonte: https://www.instagram.com/agorarn/

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Fátima Bezerra exonera time de Walter após 25 dias do rompimento

Auxiliares de primeiro e segundo escalões do governo Fátima Bezerra (PT) por indicações do vice-governador Walter Alves (MDB), deixaram a gestão estadual 25 dias depois de Alves ter anunciado – em 19 de janeiro, o rompimento político com o governo Fátima Bezerra e seu apoio à pré-candidatura a governador do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).

Mas, o primeiro aliado político de Walter Alves a sair do governo, na tarde de quarta-feira (11), foi o presidente da Caern, Sérgio Rodrigues. Exonerado pela governadora Fátima Bezerra que colocou no lugar George Marcos que acumulará as funções de Diretor-Presidente e Diretor de Planejamento e Finanças.

Geroge Marcos chegou ao Rio Grande do Norte em 2019 é da confiança de Fátima Bezerra com que trabalhou na Câmara dos Deputados e no Senado da República.

Na manhã de quarta-feira (11), a governadora esteve reunida com a imprensa durante um café da manhã. Na ocasião teceu críticas ao vice-governador. “Infelizmente, ele escolheu outro caminho. E a coisa se deu de uma forma muito abrupta, porque, até então, estava tudo pactuado para ele assumir o governo e apoiar o nome do nosso grupo”, disse a petista.

Fátima informou que o presidente Lula está ciente da decisão tomada pelo líder do MDB potiguar:”O sentimento da direção nacional do PT é de muita decepção. Nós fomos surpreendidos”, relatou.

A governadora lamentou a escolha de Walter: “Acho que ele cometeu um equívoco, se precipitou. Talvez tenha jogado fora a chance mais especial de ser eleito governador do Estado do Rio Grande do Norte”, comentou Fátima

Demissões

Nesse mesmo dia, o “Diário Oficial do Estado” trouxe a destituição do secretário estadual adjunto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Geomarques Nunes de França Júnior, segundo na hierarquia da pasta chefiada desde agosto de 2023 pelo geólogo Paulo Lopes Varella Neto, que exerceu mesma função no governo Garibaldi Filho (ago/1999 a dez/2002), pai do vice-governador.

Um dia depois, foi a vez do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Alan Silveira, que foi nomeado em 1º de julho de 2025, passando sete meses e 12 dias no cargo.

Alan Silveira já havia comunicado sua decisão de deixar o cargo a própria governadora Fátima Bezerra, que pediu para aguardar até a conclusão de algumas ações iniciadas por ele à frente da pasta.

Em carta nas redes sociais, Silveira, cita resultados conquistados na Sedec. Ele também agradeceu ao vice-governador Walter Alves pela indicação e confiança. Fonte de dentro do governo do Estado informou que não existe interesse e nem é do feitio de Fátima Bezerra “perseguição política”, mas garantiu que auxiliares do governo, mesmo ligados politicamente a outras siglas partidárias, que não o PT, devem ficar na gestão estadual enquanto ela estiver no exercício do mandato, no caso em que exercerem a postura técnica e a serviço do Estado.

Segundo essa fonte, essa não foi a postura dos dois auxiliares exonerados, que depois da decisão de Walter Alves de se afastar de uma aliança com o PT, teriam passado a usufruir do cargo fazendo campanha e proselitismo político contra a linha política da situação.

Nesse sentido, não se vislumbra dentro do governo, uma possível saída do governo do secretário Paulo Varela; embora na tarde de quinta-feira (12) fonte da vice-governadoria teria afirmado a entrega da carta de exoneração do secretário ao governo do Estado.

Procurado para comentar as demissões e as críticas da governadora Fátima sobre a tomada de decisão de romper com o governo e rumar para a oposição, o vice-governador, Walter Alves, preferiu não se pronunciar. O espaço permanece aberto.

Luciano Santos fica no governo Fátima Bezerra

A demissão do secretario extraordinário para Assuntos Federativos, o advogado Luciano Silva Santos, não está na cogitação da governadora Fátima Bezerra (P).

Ex-prefeito de Lagoa Nova por duas vezes, o advogado Luciano Santos, embora filiado ao MDB, tem ligações políticas com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), que a governadora do Estado ainda tem como aliado político.

Luciano Santos disse que “tem profundo respeito pelas decisões pessoais e partidárias de cada liderança”, mas no seu caso, “qualquer definição será tomada com serenidade, diálogo e responsabilidade”.

Santos já foi presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) e explicou que “sempre ouviu” sua base base política, “os amigos que caminham comigo e sobretudo minha família, que é meu alicerce”.

“Importa registrar que minha nomeação decorreu de convite direto da governadora Fátima Bezerra em reconhecimento a um trabalho técnico e institucional e não de indicação partidária formal”, informou Santos.

Para concluir, Santos disse que “permanece focado num compromisso público assumido com lealdade às instituições e responsabilidade com o povo do Rio Grande do Norte, especialmente com os interesses de Lagoa Novo, cidade que continua sendo meu local político e minha referência maior das minhas decisões”.

domingo, 13 de abril de 2025

Bolsonaro passa por cirurgia em hospital particular de Brasília, diz senador Rogério Marinho

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou neste domingo (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo submetido a uma cirurgia no DF Star, um hospital privado de Brasília, onde ele está internado.

Em mensagem enviada à TV Globo, Rogério Marinho disse que a operação será "demorada". O Hospital DF Star ainda não se manifestou sobre a cirurgia.

Em uma rede social, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também mencionou a operação e desejou "força" e "pronta recuperação" ao ex-presidente.

Bolsonaro foi transferido, de Natal (RN) para Brasília, em uma UTI aérea na noite deste sábado (12).

Segundo a equipe médica que atendeu o ex-presidente, Bolsonaro está com um quadro de suboclusão intestinal — uma obstrução parcial que impede a passagem normal de gases e fezes.

O problema é causado por aderências formadas em decorrência das múltiplas cirurgias que o ex-presidente já fez após levar uma facada durante a campanha eleitoral de 2018.

“Ele tem tido esses episódios recorrentes, que são comuns em pacientes submetidos a diversas cirurgias. Mas esse caso atual parece mais grave do que os anteriores”, afirmou o médico Cláudio Birolini neste sábado.
Informações: g1